Ofensiva da Frente Parlamentar para aumentar o teto do Super Simples – 02/02/2015

Nova diretoria da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa prepara ofensiva para aprovar o projeto de lei complementar que aumenta em até 400% o teto de receita para adesão ao Super Simples.
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Desde a semana passada, começaram as articulações para a escolha dos novos integrantes e dirigentes do colegiado, que desde a década passada tem emplacado sucessivas vitórias e avanços na legislação dos pequenos negócios. O favorito é o deputado federal Jorginho Mello (PR-SC) para tornar-se presidente do grupo, no lugar do deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP), que não foi reeleito.
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A definição do nome do novo coordenador da Frente só poderá ser feita após a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, que ocorreu nesse domingo (1º). Nas previsões de Mello, a recriação e a eleição na Frente devem ocorrer entre as próximas terça e quarta-feira.
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Para a recriação da Frente é necessária a adesão de pelo menos 171 deputados. “Quanto a isso, estamos tranquilos porque já colhemos mais de 200 assinaturas”, disse o parlamentar ao DCI.
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Pelas articulações em andamento, Mello não deve ter adversários. “Será uma missão, já sou coordenador da Frente Parlamentar em Santa Catarina e tenho contado com o apoio de vários líderes políticos do governo e do congresso e garanto que atuarei ativamente, não vou participar por participar”, promete o deputado.
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Super Simples e MEI
O aumento do teto de receita anual das empresas para inclusão no regime tributário reduzido do Super Simples deve passar de R$ 3,6 milhões para R$ 14,4 milhões. Profissionais de 140 carreiras também poderão usufruir da ampliação. Isso inclui, por exemplo, dentistas, médicos, jornalistas, publicitários, corretores e outros liberais.
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Eles passaram a ter acesso ao Super Simples este ano, embora com alíquotas e cujo prazo de adesão encerrou na sexta-feira. O projeto também prevê aumento de 100% no teto de receita para enquadramento na figura jurídica do Microempreendedor Individual (MEI).
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Criada em dezembro de 2008, em vigor desde julho de 2009, essa modalidade empresarial já conta com 4,7 milhões de inscritos, a maioria formada por empreendedores egressos da economia informal.
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De acordo com Jorginho Melo, a proposta aditiva terá respaldo de vários ou talvez todos os membros da futura Frente da Micro e Pequena Empresa.
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Os avanços têm o aval da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, comandada pelo ministro Guilherme Afif Domingos. Para que a mudança seja legalizada, ela tem que ser votada pelas duas casas do Congresso Nacional.
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Dilma Rousseff na última reunião ministerial, realizada na última semana, incluiu no que está sendo chamado de pacote de bondades a atualização do Super Simples.
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“A ideia é que seja um projeto viável, pouco importa a autoria. O Afif tem tido muita credibilidade junto a nós, junto ao Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas] e a ampliação é muito importante. Será um crédito que vamos dar a esse segmento”, comentou.
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O deputado Jorginho Mello garante que os parlamentares que atuam em defesa da micro e pequena empresa estão muito afinados com o ministro da pasta, Afif Domingos.
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“Quando alteramos a Lei da Micro e Pequena Empresa, ano passado, ficou combinado em se criar uma equipe de trabalho para mexer nas tabelas e isso está sendo feito”, defende o parlamentar catarinense.
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O próprio ministro está confiante de que a ampliação deve começar a tramitar na Câmara em fevereiro. Para Afif Domingos, o cronograma ideal é que a aprovação aconteça neste semestre, para que a alteração entre em vigor em 2016.
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Levy no caminho
O ministro Afif e os parlamentares aguardam que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, concorde com o alargamento do teto. Nesse caso, a posição dele ter a ver com o impacto tributário que a medida poderá causar, avaliado em R$ 3,9 bilhões por ano. Na posse e no seu pronunciamento em reunião ministerial, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu em melhorar a tributação do segmento empresarial de menor porte.
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A assessoria do ministro Guilherme Afif Domingos informou que o diálogo entre os dois ministros está sendo intenso. Na Fazenda, a orientação é de, por enquanto, não emitir qualquer posicionamento ou comentário sobre o assunto, que ainda permanece sob análise.
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Afif Domingos argumenta que a ampliação é vital para a economia brasileira pelos efeitos positivos que vai gerar pois “quem sai do Simples cai no complicado”, compara.
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Segundo ele, as pequenas empresas não sobrevivem quando passam do teto do Super Simples, pois, em alguns casos, a diferença da carga tributária chega a 50%.
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“Vamos esmerilhar alguns pontos dos estudos que já foram feitos, antes de retomar a tramitação, mas garanto que já agora, em fevereiro, a proposta estará sendo debatida no Congresso Nacional”, afirmou Afif.
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Em vigor desde dezembro de 2006, o Simples Nacional ou Super Simples reúne na mesma guia de recolhimento seis impostos federais (PIS, Cofins, INSS, Imposto de Renda, CSLL e IPI) um estadual (ICMS) e um municipal (ISS).
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Fonte: DCI – SP
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