Aceno sobre novos tributos preocupa classe empresarial – 09/01/2015

Presentes à solenidade de transmissão do cargo, empresários manifestaram otimismo com as propostas do ministro, mas demonstraram preocupação com a possibilidade de aumento da carga tributária “Não pode ter (aumento)”, afirmou de forma categórica o empresário Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, ressalvando que é esperada apenas a volta da Cide, um tributo cobrado nos combustíveis. “Aumento de imposto paralisa, segura muito”, emendou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula. “O imposto é 36% do PIB”, lembrou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), José Velloso. “Com uma carga tão alta, aumentar mais o imposto? Não é possível!”&#160

Para Emerson Kapaz, da consultoria empresarial AlEk, o governo precisa ser muito cuidadoso ao aumentar a carga de tributos, sob o risco de incentivar a sonegação. Embora Monteiro tenha feito um discurso conciliador e a equipe econômica tenha comparecido em peso à sua posse no cargo, a perspectiva de um embate estava no ar. “Acho que é por isso que tem tanto empresário aqui”, disse Kapaz. “Não tinha nome melhor do que o do Armando Monteiro, porque ele é habilidoso e teremos uma esgrima entre o setor produtivo e a equipe econômica”, avaliou Velloso, da Abimaq.
&#160
A contradição entre uma indústria carente de estímulos e o ajuste fiscal, defendido pelo ministro Joaquim Levy, apareceu no discurso do novo ministro. Ele disse que uma coordenação mais efetiva entre as políticas fiscal (receitas e despesas), monetária (juro) e cambial é uma precondição para o fortalecimento da confiança do empresariado. Ressaltou a competência da equipe e afirmou: “para essa tarefa, não faltará solidariedade de todo o governo.”
&#160
O ministro disse, porém, que o maior problema da indústria no momento é o “preocupante descompasso” entre o aumento de seus custos e os ganhos de produtividade, que não acompanham. Daí a importância de se adotar uma agenda de competitividade. Sem avançar com ela, alertou, o País corre o risco de crescer pouco, mesmo depois do ajuste macroeconômico.
&#160
Fonte: Tribunal do Norte