Empreendedor não pode ficar paralisado, diz Sebrae – 14/05/2015

Neste momento de ajuste da economia, é preciso que os empreendedores tenham cautela, mas não fiquem paralisados. A avaliação é de Luiz Barreto, diretor-presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “É preciso ter essa mentalidade. Não conheço grande e pequeno empreendedor que esteja parado. Todos estão procurando uma forma de melhorar a produtividade”, disse nesta quarta-feira, 13, durante o 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, em São Paulo.&#160

Ele destacou ainda a necessidade de avanços na legislação de modo a contribuir para o aumento da competitividade da indústria brasileira e ressaltou a importância da integração entre companhias de diferentes portes. “Um ecossistema legal é fundamental para que tenhamos avanços”, pontuou. Ele afirmou ainda que a parceria entre o Sebrae e a CNI tem sido fundamental para inserir a agenda da inovação nos pequenos negócios. “O Sebrae atende cerca de 2 milhões de empresas a cada ano, dessas 164 mil da indústria, o que representa 16% dos clientes”, afirmou.&#160
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Para Barreto, uma indústria forte é imprescindível para o crescimento de um país e, independentemente do porte da empresa, é importante que todas estejam alinhadas. “As grandes empresa precisa de uma cadeia de fornecedores preparada para inovação, todos os elos precisam ser competitivos, ter mais produtividade”, afirmou.&#160
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Barreto afirmou que o Sebrae tem investido fortemente em inovação e que de 2015 a 2018 já foram aprovados mais de R$ 2 bilhões para projetos de inovação. “Uma delas é o agente local de inovação, que acompanha 40 empresas durante dois anos e orienta sobre inovação”, disse, detalhando que são quase 50 mil empresas com 1500 agentes em campo.&#160
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MDIC&#160
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, cancelou a participação que faria nesta manhã no evento da CNI e do Sebrae. Segundo o presidente da CNI, Robson Braga, o ministro foi chamado pela presidente Dilma Rousseff para discutir questões ligadas ao plano de incentivo às exportações que deve ser lançado pelo governo em breve.&#160
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O evento conta com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, que já está no local, além de diversos empresários do setor.
À tarde está prevista palestra com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.&#160
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Propostas&#160
De acordo com o presidente da CNI, o setor tem levado diversas propostas ao governo, embora seja difícil no atual momento de ajuste fiscal conseguir estímulos tributários.&#160
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“Nós passamos por um momento sério, de dificuldades no mercado, de aumento significativo nos custos das empresas, com o consumo diminuindo em função da crise interna na economia e dificuldades também no setor externo, com alguns países em crise e a desaceleração da China”, comentou Braga.&#160
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Segundo ele, o governo tem procurado tomar providências, para além do ajuste fiscal, para garantir que possa haver retomada de um crescimento sustentável no futuro. “Temos procurado levar propostas ao governo. Neste momento é difícil discutir questões ligadas à tributação, mas temos planos de simplificação, desburocratização, concessões de infraestrutura, que podem ajudar a melhorar a competitividade da indústria brasileira”, explicou.&#160
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“São propostas para que a indústria não esteja tão dilapidada ao final do ajuste, para que a indústria tenha uma participação no PIB que seja compatível com a grandeza que o setor sempre teve”.
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Fonte: Agência Brasil
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