Reforma PIS/Cofins: proposta pode elevar burocracia – 14/12/2015

O Diretor Político-Parlamentar da Fenacon, Valdir Pietrobon, esteve presente na última terça-feira (8) no seminário seminário “Mudanças no PIS/Cofins: Simplificação ou Aumento”, organizado pela Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio/DF). Na ocasião, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, explicou como se dará a reforma do PIS/Cofins, sendo duramente criticado por representantes do setor produtivo, por aumentar a carga tributária do país. Pela proposta, serão seis meses para que as empresas se adaptem ao novo PIS, após a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Após um ano e meio, a mudança será na Cofins.

A proposta de reforma do PIS prevê três alíquotas: modal, intermediária e reduzida. Segundo o Fisco, serão estabelecidas alíquotas diferenciadas para evitar mudanças abruptas de tributação para os setores que sairão da cumulatividade.

O argumento do secretário é que os impostos PIS/Cofins têm legislação complexa, o que gera litígios no processo de recuperação de crédito. Com a mudança, será simplificada a cobrança dos dois tributos (PIS e Cofins), garantindo que as empresas terão direito de abater insumos sobre a base de cálculo, com exceção da folha.

Rachid afirmou que a estratégia da Receita Federal é começar primeiro com o PIS, que é um tributo com arrecadação menor e, portanto, menos impacto para as empresas. Depois de um ano e meio, fará a mudança na Cofins, que é um imposto maior e mais delicado, com impacto considerável para as empresas e para o próprio Estado. Ambos sofrerão com a mudança de procedimentos, que pode resultar em aumento da burocracia. No futuro, a intenção é extinguir ambos os impostos e criar um novo, que englobe ambos.

Valdir Pietrobon alerta que a proposta do governo, caso seja aprovada, além do aumento do imposto, principalmente no setor de serviços, elevará muito mais a burocracia, com a divisão de tributos fazendo com que o empresário perceba de forma gradual a incidência de impostos. “Não se trata de simplificação, mas sim aumento da burocracia. Imagine o que as empresas contábeis irão trabalhar a mais? E o controle por conta dos órgãos governamentais não ficará também sobrecarregado? A burocracia que tanto combatemos será ainda mais elevada”, afirmou.&#160

Fonte: Fenacon